A Era dos criminosos
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[URL="http://www.correiodamanha.pt/noticia.asp?id=273736&idCanal=10"]http://www.correiodamanha.pt/noticia.asp?id=273736&idCanal=10[/URL] Onde poderão ler coisas como: «Quando forçou a segunda porta do dia no bairro da Lapa, Lisboa, só queria o mesmo de sempre. Roubar. Mas a dona da casa estava no banho e, assim que a viu nua, o assaltante encurralou-a na banheira. Espancada com vários murros e violada, a vítima de 30 anos só viu uma saída – atirar-se da janela. Sobreviveu no hospital com fracturas, enquanto o agressor, já identificado e interrogado há mais de uma semana na PSP, foi libertado pela nova lei. E tudo porque se apresentou voluntariamente.» Os juízes, já não sabendo como fazer para manter os criminosos dentro, têm de recorrer a truques: «Por isso, o Tribunal de Oeiras fez ontem Mário recolher à cadeia, mesmo depois de o homicida confesso de um amigo, no bairro da Portela de Carnaxide, se ter entregue à Judiciária. Na véspera, de madrugada, desentendeu-se com Rui, um elemento do mesmo grupo, e assassinou-o à porta de um café com dois tiros de revólver. Confessou e entregou a arma, mas o juiz decidiu mantê-lo preso até ao julgamento – “estava em causa o perigo de alarme social e a própria protecção do suspeito, que à solta iria sofrer represálias”. Mas o mesmo destino não teve um homem, entre outros, que em Setembro disparou sobre a própria mulher. Entregou-se e saiu logo em liberdade.» Basicamente, mata-se alguém, fica-se fora mesmo antes de sequer se ir a tribunal, por se apresentar voluntariamente. Entretanto, mata mais uns quantos. Mas o juíz lá descobre uma forma de o manter dentro, nesse caso preocupou-se com a segurança do coitado do bandido, para que o mesmo não sofresse represálias colocando-o em prisão preventiva. Já ontém na reportagem quando mostraram pessoal do processo Casa Pia a verem reduzidas as suas penas de 600 e tal acusações para 20 ou 10 ou menos, devido à nova lei, e as mães por outro lado a chorarem porque o violador e assassino da sua filha foi posto na rua, entre muitos outros maus exemplos, foi de revoltar a qualquer um. Este país está cada vez pior... |
Há que se distinguir as coisas...
Mas eles foram condenados pelo crimes que são arguidos ou não? Não... São arguidos... Podem perfeitamente ser inocentes... Ou não se é inocente até prova em contrário? O que se passava dantes é que por tudo e por nada as pessoas iam para prisão preventiva... Depois até serem julgados passava um ano, ou coisa que o valha... E depois vem o julgamento. Se fossem considerados culpados, muito bem, reduzia-se à pena o que já tinha cumprido em prisão preventiva... E se fossem considerados inocentes? Um ano na prisão por nada? Agora limitou-se a prisão preventiva só aos casos mais exigentes... E isso é correcto... Enquanto não forem julgados são inocentes... As pessoas é que têm a mania de pensar que por serem arguidos são culpados... Se eu te quisesse lixar, arranja umas "testemunhas" contra ti só para te acusar e lá ias tu preso sem teres feito nada antes de seres considerado culpado. Achas bem? Tem de se ter muito cuidado com a prisão preventiva.... Há outras coisas que podem estar mal no novo código, nas ideias e na execução... Agora limitar a prisão preventiva é uma ideia correcta. |
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Antes, as pessoas iam para prisão preventiva se a sua libertação pudesse apresentar perigo para os outros/sociedade, etc. Ninguém ia preso por roubar uma laranja, e se fosse, habeas corpus, mas não iam (especialmente porque nem há verbas para suportar esse tipo de comportamentos). Quem era perigoso, como um assassino ou violador, ficava em prisão preventiva e não podia invocar a sua libertação até ao tribunal. Tudo como se quer ou não? Agora não, agora está pior que antes, há casos de pessoas que assassinaram, e só porque se confessaram de livre vontade, vão soltos! Houve exemplos dados por pessoal da polícia e juízes em directo na tv, de pessoal que roubou uma loja, confessou-se de livre vontade e por isso ficam soltos, e voltaram a roubar. Um assassino confessou-se, e voltou solto até ao tribunal. Confessou-se! Há casos de quem tenha matado, sido solto e matado novamente. Os juízes agora pelo que falaram na reportagem, a única forma que arranjaram para prender um homícida, foi alegar que para segurança do mesmo deveria ser solto, pois já não o podiam prender de outra forma. E aqueles casos, como o do rapaz que violou uma criança e a matou de seguida, e que agora foi solto mais cedo? E cuja família da criança anda com medo e revoltada? Sinceramente, melhorou? Eu já antes, se fosse acusado de algo grave sem testemunhas não iria ficar preso, agora posso mesmo fazer coisas graves e estar livre. É diferente. E são arguidos? e não culpados? com mais de 600 crimes, e provas e montes de testemunhas (certas pessoas)? Só porque não foram julgados, sabendo-se que fizeram mesmo os crimes, só porque não foram ainda julgados, deverão ser "arguidos" e não "criminosos"? A designação muda alguma coisa? Há casos de pessoal que nega e que sim, concorda-se que não podemos ter a certeza e só em tribunal se decidirá algo, mas há pessoal que confessou! dezenas de crimes, testemunhas, factos, e mesmo assim deverão ser tratados como "arguidos". E se matar e violar, não é um caso exigente, pois fará a pessoa ser solta se confessar etc, o que será um caso exigente? Matar a cidade inteira? Ahh nopes, não pode ser, porque agora só se pode julgar uma pessoa uma vez por crime, ou seja matar a cidade inteira ou só um é igual! Então humm, desisto, não sei o que será um caso exigente. A meu ver, temos de tentar nos colocar na situação dessas pessoas para ver o que sentirão neste momento. A meu ver, se queriam reduzir a pena a certas pessoas, fizessem-no de outra forma, pois acabaram de libertar montes de criminosos culpados e facilitar a vida aos futuros. |
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